segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Como Organizar o Culto Infantil



1. Liturgia do culto infantil

Tendo a visão correta do que é o culto infantil, precisamos planejá-lo e organizá-lo de maneira que levemos as crianças a terem comunhão com Deus através da oração, do ensino da Palavra, do louvor e de outras atividades onde vivenciem a verdadeira adoração. Para atingir esses propósitos, precisamos dar atenção especial à liturgia do culto infantil. O culto deve ser adequado à liturgia e à idade das crianças, e deve ter:


1.1 Oração

Durante o culto deve-se designar tempo especial à oração. Oração é a nossa conversa com Deus e pode ser: de adoração (exaltar o caráter de Deus), confissão, gratidão, petição e intercessão. É muito importante variar os métodos de oração. Por exemplo, pode-se fazer cadernetas, murais, cartões, amigos secretos de oração, fichas de diversos modelos, etc.

1.2 Leitura da Bíblia

A leitura deve ser de acordo com o objetivo a ser atingido no culto, sempre com textos curtos e simples de maneira que as crianças possam acompanhar e entender a leitura. Também se deve fazer a leitura de forma diversificada. Por exemplo: lida somente pelos meninos, pelas meninas, leitura alternada, etc. Nunca deixe de usar a Bíblia no culto infantil (grifo meu). Procure também utilizar cartazes, painés grandes e coloridos para fixação da mensagem do Grupo "maiores".

1.3 Mensagem

É a forma da aplicação da Palavra, quando ouvimos o que Deus tem a nos dizer. Deve ser ministrada de forma dinâmica e diversificada. Nessa hora, o dirigente deve ser criativo pra atrair a atenção da criança.

1.4 Música
Não use esse momento como um passatempo, frise sobre louvor e adoração a Deus. Use cânticos apropriados à idade das crianças e que contenham mensagens relevantes.

1.5 Atividade complementar

São atividades com diversas finalidades e objetivos como: ofertas, testemunhos, concursos, apresentações especiais, aconselhamento, etc.

1.6 Atividades de integração com a Igreja
Sugerimos que uma vez por mês as crianças participem do culto com os adultos. Nesses momentos pode haver participação especial das crianças, como: música, leitura da Bíblia, versículos memorizados, dramatizações, etc.

1.7 Atividade de integração com os pais
Ter no programa do culto infantil atividades que incentivem os pais a fazerem o culto doméstico. Planeje atividades semanais para que as crianças façam com os pais. Organize algumas reuniões com o objetivo de mostrar a importância dessas atividades.

* É muito importante que as crianças recebam atividades para serem feitas com a família, reforçando a mensagem do culto. As crianças normalmente gostam de contarem aos pais as historinhas que ouviram. Estimule também aos pais a se envolveram nessas atividades extra-culto. (grifo meu)

1.8 Atividades de fixação e verificação do ensino

É de extrema importância ter uma atividade em que o professor possa reforçar o ensino e também verificar se os seus objetivos foram alcançados. Essas atividades podem ser em forma de concursos, dinâmicas, brincadeiras, dramatizações, etc.

2. Forme um equipe

a. Procure pessoas que:

sejam vocacionadas para o trabalho com crianças;
tenham disponibilidade para trabalhar com crianças pelo menos durante um quadrimestre. Não é interessante que se mude o dirigente a cada domingo, pois ele não formará vínculo com as crianças e não terá uma visão geral do que está sendo ensinado, nem poderá traçar objetivos em longo prazo;
estejam dispostas a aprender sempre.

b. A equipe deve ser composta por:

Coordenador
Programa a escala dos dirigentes e auxiliares para todo o ano.
Organiza o material que será utilizado
Promove reuniões com toda a equipe para traçar objetivos e para avaliação do trabalho desenvolvido.

Dirigente (1 ou 2 para cada faixa etária)
Divide os trabalhos e programa os cultos com a equipe.
Coordena e orienta as tarefas dos auxiliares.
Dirige o culto.

Auxiliar
Ajuda na disciplina.
Ajuda nos cânticos.
Ajuda nos trabalhos e atividades de fixação do ensino.

Músico


Acompanha o período de louvor, tocando algum instrumento ou apenas dirigindo os cânticos.
Ensina novos cânticos.

É muito importante que essa equipe sempre se reúna para orar, compartilhar bênçãos, necessidades e dificuldades do trabalho.

2. 1 Adote um material de qualidade

Você pode criar o seu próprio currículo, planejando os temas que serão abordados durante todo o ano e buscando materiais existentes no mercado que o auxiliem na abordagem desse currículo.

Conclusão

No culto infantil a criança deve ser sempre incentivada para que ore, leia a Bíblia, aprenda e adore ao único e verdadeiro Deus.

EBD Criativa


2 comentários:

Consultora em Educação disse...

Ministro de música


1. Toda pessoa tem o sagrado direito de frequentar os cultos e atividades da igreja e de sentir-se muito feliz, sereno, confortado, em qualquer idade.

2. O ouvido tem alta sensibilidade e suporta confortavelmente, por uma, duas horas, no máximo, 50 decibéis. Passou disso, além do mal que faz à saúde, incomoda muito.

3. Todo instrumento pode ser usado no louvor, mesmo sabendo que há aqueles próprios para o culto.

4. Culto não é show.

5. Não existe hino ou música velhos.

6. É preciso selecionar hinos próprios para cada ocasião, com mensagem, poesia, melodia, harmonia, ritmo. Ritmos assincrônicos desorganizam a química cerebral. Derrubam pessoas e até muros. Josué 6:20 Juízes 7:18

7. Fundo musical durante o culto não pode interferir, desconcentrar, incomodar; use-o com muita inteligência. Ninguém suporta um teclado dedilhado pra lá e pra cá, aleatoriamente. Se for um hino próprio para a ocasião, baixinho, tudo bem, mas notas soltas...nem pensar.

8- A música tem o poder de mobilizar as estruturas mentais.


9- Culto animado não é sinônimo de barulho. Reverência, participação, adoração, comunhão, consagração, dedicação, apontam para o equilíbrio. O templo não é um lugar sombrio, triste, com silêncio sepulcral, é um espaço de alegria, louvor, transformação, decisões.


10- Se você faz parte da equipe de músicos, nunca fique se distraindo e brincando com os instrumentos no altar, após o culto.

“E Quenanias, príncipe dos levitas, tinha cargo de entoar o canto; ensinava-os a entoá-lo, porque era entendido nisso.” 1º livro de Crônicas 15.22.


Ivone Boechat

Consultora em Educação disse...

Ambientes barulhentos agridem o bebê

Na 22ª. segunda semana de gravidez, a cóclea, órgão que abriga todos os componentes da audição dentro da orelha interna, já está completamente formada. Isso quer dizer que o bebê ouve a mesma coisa que você.

Estudos já demonstraram que o líquido amniótico pode amplificar alguns tipos de som, como os muito graves. A voz da mãe também é amplificada em cerca de 5 decibéis.

Um estudo chegou a mostrar que mulheres que trabalhavam oito horas por dia num ambiente de muito barulho (em volumes que exigiam proteção auricular) corriam mais risco de ter bebês com problemas auditivos.

Além disso, é preciso considerar que um barulho muito forte faz com que o organismo da mãe produza hormônios ligados ao estresse, fazendo o coração acelerar, o que não é bom para a saúde cardíaca do bebê.

Os bebês, desde o útero materno, ouvem e reconhecem vozes. Sabe-se também que são capazes de sentir emoções da mãe, de se assustar e que após o nascimento terão memórias da vida intra uterina.

O psiquiatra canadense Thomas Verny explica no livro “Bebês do Amanhã: Arte e Ciência de Ser Pais”, que desde os primeiros meses de gestação, a criança é capaz de identificar certos acontecimentos.

“Com 4 meses e meio, se você acender uma luz forte na barriga de uma gestante, o bebê vai reagir. Se fizer um barulho alto, ele tenta colocar as mãos nas orelhas. Se colocar açúcar no liquido amniótico, ele vai dobrar a ingestão. Bebês gostam de açúcar! Quando se coloca algo amargo, o bebê para de tomar o líquido e faz cara feia. Eles sentem a diferença entre doce e amargo, reagem à luz, ao toque e ao barulho.”

Vídeo-game e todos os brinquedos sonoros devem ser avaliados pelo som que emitem. “O sistema auditivo é um órgão sensorial extremamente delicado e passível de lesões se for muito carregado, principalmente em bebês, que têm uma sensibilidade auditiva muito apurada. A célula ciliada do ouvido interno do bebê sofre com o ruído excessivo e esse abuso pode acabar levando à sua destruição”, alerta o otorrinolaringologista Jamal Azzam.

A indicação é sempre manter os pequenos longe de ambientes muito barulhentos, seja um local fechado ou na rua, onde o som do trânsito também causa incômodo. Se for inevitável fugir desses locais, o ideal é proteger os ouvidos da maneira certa. “Muitos pais usam algodão para tapar o canal auditivo, mas isso não garante a vedação necessária do som. Uma opção é usar fones de ouvido de boa qualidade que preservem a audição”, finaliza Azzam.

“Há uma região no cérebro chamada “tálamo”. Esta é a parte do cérebro na qual a música é percebida. No tálamo as emoções, sensações e sentimentos são percebidos antes destes estímulos serem submetidos às partes do cérebro responsáveis pela razão. A música, portanto, não depende do sistema nervoso central para ser assimilada imediatamente pelo cérebro. Ela passa pelo aparelho auditivo, pelo tálamo e depois vai ao lobo central.

A “batida” que substitui o ritmo provoca um estado de emoção que a mente não discerne. Desorganiza a química. As batidas graves da percussão afetam o líquido cerebrospinal.
O volume (amplificado) das músicas acima de 50 decibéis prejudica a audição e a saúde cerebral”.


Ivone Boechat

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